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quarta-feira, setembro 16, 2026

Estudo identifica sinal químico que diferencia Parkinson de tremor essencial

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Hoje, estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas vivam com Parkinson no mundo, sendo a maioria idosos. (Foto: Unsplash)

Pesquisadores da Escola de Neurociência da Virginia Tech, nos Estados Unidos, descobriram um padrão químico no cérebro que permite distinguir com precisão o Parkinson do tremor essencial (TE) — dois dos distúrbios de movimento mais comuns. O estudo, publicado na revista Nature Communications, analisou a interação entre os neurotransmissores dopamina e serotonina em pacientes submetidos a cirurgias de estimulação cerebral profunda.

Durante os procedimentos, os participantes realizaram jogos que envolviam decisões diante de situações justas e injustas. Nos pacientes com tremor essencial, as ofertas inesperadas provocavam um efeito de gangorra entre os neurotransmissores: enquanto a dopamina aumentava, a serotonina diminuía. Esse padrão de oscilação não foi observado em pacientes com Parkinson, revelando uma diferença química marcante entre os dois grupos.

A região do cérebro analisada foi o núcleo caudado do estriado, responsável por funções como tomada de decisão e processamento de recompensas. A novidade do estudo está na ênfase sobre a serotonina, cuja variação mostrou-se mais relevante do que se imaginava. Segundo os pesquisadores, a ausência de flutuações sincronizadas entre dopamina e serotonina nos pacientes com Parkinson pode ser utilizada como um marcador confiável para diagnóstico.

Além dos experimentos em humanos, o trabalho envolveu décadas de pesquisa com modelos comportamentais, testes em camundongos e o uso de algoritmos de aprendizado por reforço. A tecnologia permitiu transformar sinais químicos cerebrais em dados clínicos úteis, oferecendo uma nova perspectiva sobre o impacto do Parkinson nos processos cognitivos, como a avaliação social.

A descoberta pode abrir caminho para diagnósticos mais precisos e tratamentos personalizados, melhorando a qualidade de vida dos pacientes. Hoje, estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas vivam com Parkinson no mundo, sendo a maioria idosos. A doença, de caráter crônico e progressivo, afeta principalmente as funções motoras, mas também pode comprometer o humor, o sono e a cognição.

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