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quarta-feira, setembro 16, 2026

Após os 60 anos, proteínas certas ajudam a preservar músculos, coração e mente

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As proteínas de origem animal, como carne, leite e ovos, são recomendadas, desde que consumidas com moderação e de acordo com as necessidades individuais. (Foto: irina del / Unsplash)

Manter uma alimentação equilibrada após os 60 anos é essencial para garantir a saúde do coração, a preservação da massa muscular, o fortalecimento da imunidade e o bom funcionamento da mente. De acordo com os cardiologistas Renaut M. Ribeiro Jr., do Hospital Santa Lúcia Sul, e Lázaro Fernandes de Miranda, da Sociedade Brasileira de Cardiologia do DF, a escolha das fontes de proteína deve ser feita com atenção, priorizando alimentos com baixo teor de gordura e preparados de forma saudável.

As proteínas de origem animal, como carne, leite e ovos, são recomendadas, desde que consumidas com moderação e de acordo com as necessidades individuais. A perda progressiva de massa magra, que se intensifica a partir dos 35 anos, torna ainda mais importante o consumo adequado de proteínas aliado à prática regular de atividades físicas.

A quantidade ideal de proteína varia conforme o nível de atividade física de cada pessoa. O excesso, no entanto, pode sobrecarregar os rins, exigindo equilíbrio na dieta.

Um destaque é a serina, proteína que ganha relevância na terceira idade. Pacientes com sinais de sarcopenia — perda de massa muscular — geralmente apresentam deficiência dessa substância, que, segundo Miranda, é essencial não apenas para músculos e ossos, mas também para o sistema imunológico e a saúde mental.

O consumo de peixe, especialmente os ricos em ômega-3, como os de águas frias e profundas, também é recomendado. A Organização Mundial da Saúde sugere a ingestão de peixe ao menos duas vezes por semana, em porções de 20 a 30 gramas por refeição. O ômega-3 tem propriedades anti-inflamatórias e pode atuar como adjuvante na proteção cardiovascular, embora a suplementação ainda não tenha eficácia comprovada na prevenção de eventos cardíacos. A suplementação só deve ser considerada quando a alimentação não for suficiente para controlar os níveis de triglicerídeos.

Em resumo, a alimentação na terceira idade deve ser personalizada, com foco em proteínas de qualidade, consumo consciente de peixes e atenção especial à serina, sempre acompanhada de orientação médica e prática de exercícios.

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