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quarta-feira, setembro 16, 2026

Eduardo Bolsonaro ameaça levar ofensiva contra Moraes ao Parlamento Europeu

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Exilado nos Estados Unidos e indiciado pela Polícia Federal, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante sessão da Subcomissão Especial de Apuração de Violações de Direitos no 8 de Janeiro, nesta quarta-feira (27/8), o parlamentar afirmou que pretende ampliar sua campanha por sanções internacionais contra o magistrado, agora mirando também o Parlamento Europeu.

“Cada vez que ele dobra a aposta, nos dá a oportunidade de escancarar para o mundo inteiro que ele realmente é merecedor de todas as sanções. E não se enganem, não fiquem surpresos se isso for levado também para a Europa, que é o próximo passo”, disse Eduardo.

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Viagem articulada

O deputado e o jornalista Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, planejam desembarcar na Europa em 12 de setembro, data prevista para a sessão final do julgamento de Jair Bolsonaro no STF sobre a suposta trama golpista. A estratégia repete a ofensiva realizada nos Estados Unidos, onde Eduardo tem defendido a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes.

Antes, porém, o parlamentar avalia se seu nome consta em lista da Interpol.

Apoio de políticos europeus

A iniciativa tem apoio de uma rede de representantes conservadores e de extrema-direita no Parlamento Europeu, que compartilham pautas próximas ao bolsonarismo. Entre eles:

  • Dominik Tarczynski (Polônia) – protocolou pedido de sanções contra Moraes com assinatura de 16 eurodeputados.

  • Antonio Tânger Corrêa (Portugal) – ligado ao partido Chega, popular entre brasileiros no exterior.

  • Jorge Martín Frías (Espanha) – próximo ao Vox, já acusou Moraes de abusos contra a família Bolsonaro.

  • Virginie Joron (França) – integrante do partido de Marine Le Pen, apoiou pedido de sanções.

  • Sebastian Tynkkynen (Finlândia) – crítico da regulação de redes sociais.

  • Afroditi Latinopoulou (Grécia) – conhecida por posições contra a pauta LGBT e a linguagem neutra.

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Situação no Brasil

O terceiro filho do ex-presidente está nos Estados Unidos desde fevereiro, onde se apresenta como “exilado político”. Mesmo à distância, intensificou críticas ao Judiciário brasileiro, em especial a Moraes, relator de inquéritos sobre aliados bolsonaristas.

Na semana passada, a Polícia Federal indiciou Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro por coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, sob a acusação de atuarem para intimidar autoridades e restringir poderes constitucionais no contexto da suposta trama golpista entre 2022 e 2023.

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