O governo federal deu início, nesta quinta-feira (14/8), a um programa que permite a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) realizarem consultas, exames e cirurgias em hospitais privados, sem custo ao usuário, por meio da conversão de dívidas de operadoras de planos de saúde em prestação de serviços.
Os primeiros oito atendimentos foram realizados no Hospital Ariano Suassuna, no Recife (PE), unidade da rede Hapvida especializada em ortopedia e trauma. Entre os procedimentos iniciais estão duas artroplastias de quadril, duas cirurgias de vesícula, além de duas tomografias e duas ressonâncias magnéticas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanharam o início da ação. Segundo Lula, o objetivo é reduzir as filas de espera da saúde pública e ampliar o acesso a especialistas. “Quem está doente não pode esperar”, afirmou.
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Como funciona o programa
A iniciativa é voluntária para as operadoras, que devem se inscrever em edital da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e comprovar capacidade para realizar, no mínimo, 100 mil atendimentos mensais — ou 50 mil em áreas com menor cobertura.
O modelo prioriza seis especialidades com maior demanda: oncologia, oftalmologia, ortopedia, otorrinolaringologia, cardiologia e ginecologia. Estados e municípios indicarão as prioridades, e o encaminhamento para hospitais privados será feito pelas equipes do SUS.
O pagamento às operadoras será feito por “combos de cuidado”, englobando consulta, exames e tratamento, com abatimento proporcional da dívida. A primeira fase prevê R$ 750 milhões convertidos em serviços, podendo chegar a R$ 1,3 bilhão ao ano.
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Nova fábrica de hemoderivados
Durante a mesma agenda em Pernambuco, Lula e Padilha inauguraram a nova fábrica da Hemobrás, em Goiana (PE), com investimento de R$ 1,9 bilhão. A unidade produzirá, a partir do plasma humano, medicamentos como albumina, imunoglobulina e fatores de coagulação VIII e IX, usados em tratamentos de queimaduras, hemofilias e doenças raras do sangue.
Com a operação da planta, o Brasil passará a produzir 100% de sua demanda de hemoderivados, reduzindo a dependência de importações e fortalecendo a soberania nacional na área da saúde.
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