A decisão que levou à prisão preventiva do influenciador paraibano Hytalo José Santos Silva e de seu marido, Israel Nata Vicente, aponta que o casal vinha destruindo provas e intimidando testemunhas no curso da investigação. O juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara de Bayeux (PB), destacou que a medida foi necessária para preservar a integridade do processo e evitar novos prejuízos à apuração conduzida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
Hytalo é investigado por crimes como tráfico de pessoas, exploração sexual, trabalho infantil artístico irregular e produção de vídeos com exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais. O caso ganhou destaque nacional após o youtuber Felca denunciar a “adultização” de menores nos conteúdos do influenciador.
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Segundo o magistrado, há “fortes indícios” das práticas ilícitas e elementos nos autos que comprovam a remoção de materiais que seriam apreendidos, o esvaziamento de imóveis e a adoção de estratégias para dificultar o trabalho investigativo. Para ele, as condutas revelam “ação coordenada para comprometer o curso regular das investigações e prejudicar a obtenção da verdade”.
A defesa afirma que Hytalo sempre esteve à disposição das autoridades, nega as acusações e alega não ter tido acesso ao conteúdo integral da decisão judicial, o que impossibilitaria manifestação mais detalhada. Os advogados informaram que podem ingressar com habeas corpus para tentar reverter a prisão.
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O casal foi preso na manhã de sexta-feira (15) em Carapicuíba, na Grande São Paulo, por equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo, com apoio de forças policiais da Paraíba.
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