Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram neste domingo (20) em frente ao condomínio onde ele reside, no Jardim Botânico, em Brasília. A mobilização ocorreu após um ato realizado mais cedo no centro da capital federal, convocado por parlamentares aliados em reação às recentes medidas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-mandatário.
Com faixas, camisetas verde-amarelas e palavras de ordem, os manifestantes se concentraram na portaria do residencial para expressar solidariedade a Bolsonaro, que está proibido de deixar a residência nos fins de semana e feriados, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes. Durante a semana, ele também deve cumprir recolhimento noturno, das 19h às 7h, além de utilizar tornozeleira eletrônica.
A movimentação em frente ao condomínio foi registrada em vídeos e fotos pelos próprios participantes, que afirmaram querer “levar apoio direto” ao ex-presidente, impedido judicialmente de comparecer ao ato público.
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A manifestação principal foi batizada de “Brasília vai caminhar: pela Liberdade, pela Democracia e pela Verdade” e teve início por volta das 9h, em frente ao Banco Central. A passeata seguiu pela região do Eixão Sul e contou com a presença de figuras políticas como a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a vice-governadora do DF, Celina Leão (PP).
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As restrições impostas a Bolsonaro foram determinadas na última sexta-feira (18), durante operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão em sua residência e no escritório político. Além da tornozeleira, ele está proibido de acessar redes sociais, manter contato com outros investigados ou autoridades estrangeiras, e deve se manter afastado de embaixadas e de seu filho Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos.
Nas redes sociais, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro compartilhou imagens da manifestação e comentou: “Manifestação espontânea agora em Brasília”.
Com as limitações legais em vigor, o ex-presidente segue afastado dos atos públicos presenciais, enquanto aliados buscam manter viva sua base de apoio nas ruas e nas redes.
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