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quarta-feira, setembro 16, 2026

“Churrasco” era codinome para golpe, revela PGR em parecer ao STF

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) entregou nesta segunda-feira (14/7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o parecer final da ação penal nº 2.668, que investiga uma suposta trama golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. No documento, um detalhe curioso chama a atenção: a expressão “churrasco” era utilizada como codinome para se referir a um golpe de Estado, conforme revelado por mensagens trocadas entre o tenente-coronel Mauro Cid e outros envolvidos.

De acordo com o parecer, um dos manifestantes bolsonaristas de 2022, Rodrigo Yassuo, mencionou a palavra “churrasco” ao conversar com o general Mário Fernandes, dizendo que iria participar de uma manifestação na Esplanada e que precisava tratar sobre “aquele churrasco”. Em outro trecho, outro manifestante questiona Mauro Cid sobre a organização do evento, dizendo que “o pessoal que colaborou com a carne” estava cobrando se o “churrasco” seria realmente realizado.

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O parecer da PGR detalha essas conversas como parte de uma rede de comunicações utilizadas para articular o golpe. O ex-presidente Bolsonaro e outros sete réus estão sendo investigados por envolvimento nesta trama. O processo, que possui 517 páginas, segue sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes e deve avançar nos próximos meses. A defesa de Mauro Cid terá 15 dias para se manifestar, e após isso, as demais defesas, incluindo a de Bolsonaro, também terão seu prazo.

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A expectativa é de que o julgamento do ex-presidente e seus aliados ocorra entre agosto e setembro, com a conclusão das alegações previstas para 11 de agosto.

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