Com a voz embargada e visivelmente emocionado, Manoel Marins, pai da jovem Juliana Marins, usou as redes sociais neste sábado (5) para agradecer o apoio que tem recebido desde a trágica morte da filha, durante uma trilha na Indonésia. Em um vídeo comovente, ele relembrou o sepultamento da jovem, ocorrido na última sexta-feira (4), em Niterói (RJ), e destacou a solidariedade dos brasileiros: “Ecoaram nossas dores.”
“Ontem, finalmente, conseguimos sepultar o corpo da Juliana, nossa filha amada. E eu quero agradecer a todos que nos ajudaram de alguma forma. A todo o povo brasileiro, a todos que ecoaram nossos pedidos, nossas solicitações… desde o início do acidente até o retorno do corpo ao Brasil”, declarou Manoel.
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Juliana, de 26 anos, morreu no final de junho após sofrer uma queda durante uma trilha no Monte Rinjani, um vulcão ativo na Indonésia. Ela fazia um mochilão pela Ásia quando o acidente aconteceu.
O corpo foi trazido ao Brasil após mobilização da família e apoio da Defensoria Pública da União (DPU), além da atuação da Embaixada brasileira em Jacarta. “Gratidão eterna a todos vocês”, finalizou o pai no vídeo, que vem sendo compartilhado por amigos e internautas em sinal de apoio.
Nova autópsia pode mudar rumo da investigação
Mesmo após o enterro, a dor da família ainda é acompanhada por incertezas. Uma nova autópsia, realizada no Brasil, foi solicitada após dúvidas sobre o conteúdo do atestado de óbito emitido na Indonésia. A DPU aponta inconsistências no documento oficial, especialmente em relação ao momento exato da morte.
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Imagens feitas por drones de turistas levantaram a possibilidade de que Juliana tenha sobrevivido por algum tempo após a queda — e de que possa ter havido omissão de socorro. Essa hipótese, não confirmada pelas autoridades indonésias, será analisada com base na nova necropsia.
A depender do resultado, o caso pode motivar investigações por parte das autoridades brasileiras para apurar possíveis responsabilidades civis ou criminais.
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