Durante reunião da Otan nesta quarta-feira (25/6), em Haia, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma polêmica comparação entre o recente bombardeio a instalações nucleares do Irã e os ataques atômicos lançados pelos EUA sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945. Para Trump, a ofensiva contra os alvos iranianos teve um impacto semelhante ao das bombas que puseram fim à Segunda Guerra Mundial.
“Não quero usar o exemplo de Hiroshima, não quero usar o exemplo de Nagasaki, mas foi essencialmente a mesma coisa que encerrou aquela guerra [entre Israel e Irã]. Isso encerrou aquela guerra”, afirmou Trump, ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
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As declarações foram dadas em meio a avaliações contraditórias sobre a real efetividade do ataque norte-americano. Enquanto Trump sustenta que as instalações nucleares iranianas foram “completamente destruídas”, relatórios da inteligência dos EUA indicam que os danos foram limitados e que o programa de enriquecimento de urânio do Irã foi apenas temporariamente atrasado.
O ex-presidente rechaçou os documentos vazados e afirmou que se tratam de “mentiras” com o objetivo de descreditar o que ele chamou de “um dos ataques militares mais bem-sucedidos da história”. “Se não tivéssemos eliminado isso, eles estariam lutando agora”, completou.
O comentário reforça a retórica beligerante adotada por Trump desde a escalada dos conflitos no Oriente Médio. Apesar de ter elogiado o povo iraniano em ocasiões anteriores, o republicano tem pressionado por uma postura mais dura contra o país, especialmente em relação ao seu programa nuclear.
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As comparações com Hiroshima e Nagasaki, contudo, provocaram reações imediatas de líderes diplomáticos e especialistas, que alertam para os riscos de normalizar o uso de força militar extrema como solução para impasses geopolíticos.
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