Em mais um movimento para fortalecer a autonomia digital da Rússia, o presidente Vladimir Putin sancionou uma nova lei que autoriza o desenvolvimento de um aplicativo nacional de mensagens. A proposta, que visa reduzir a dependência de plataformas estrangeiras como WhatsApp e Telegram, está diretamente ligada aos esforços do país em blindar seus sistemas diante do isolamento imposto pela guerra na Ucrânia.
O novo aplicativo, batizado de Max, está sendo desenvolvido pela gigante de tecnologia russa VK e deve integrar diversas funcionalidades, inspirado no modelo do WeChat, popular na China. A plataforma combinará mensagens, chamadas, envio de arquivos de até 4GB, sistema de pagamentos, miniprogramas e ferramentas corporativas, como construção de chatbots e notificações para coleta de assinaturas eletrônicas.
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Mais do que um simples concorrente de apps de mensagens, o Max é parte de uma estratégia de soberania digital do Kremlin. Além da comunicação entre usuários, ele também permitirá interações com serviços públicos e bancos de dados do governo, oferecendo recursos como autenticação de identidade e assinaturas digitais.
O serviço será disponibilizado inicialmente para usuários com números de telefone da Rússia ou Belarus, e funcionará em dispositivos com sistemas iOS, Android, Windows e MacOS.
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A criação do Max reflete a tentativa da Rússia de criar um ecossistema digital independente do Ocidente, em meio às sanções econômicas e tecnológicas que se intensificaram após o início da guerra. A expectativa do governo é que o aplicativo substitua progressivamente os mensageiros estrangeiros e centralize ainda mais o controle da comunicação digital dentro do país.
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