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quarta-feira, setembro 16, 2026

Startup promete gasolina feita do ar

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Uma startup americana afirma ter desenvolvido uma tecnologia capaz de produzir gasolina diretamente a partir do ar. Batizada de Aircela, a empresa apresentou recentemente, em um evento restrito em Manhattan, uma máquina de pequeno porte — comparável a uma geladeira doméstica — que transforma dióxido de carbono (CO₂) capturado da atmosfera em combustível pronto para uso.

A proposta é ousada: criar gasolina sintética, quimicamente idêntica à tradicional, sem a necessidade de petróleo e sem a liberação de novos poluentes durante o processo de produção.

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Como funciona a transformação do ar em gasolina

A tecnologia, segundo os desenvolvedores, opera em duas etapas principais. Primeiro, a máquina faz a captura direta de CO₂ do ambiente. Em seguida, esse carbono é convertido em hidrocarbonetos líquidos — no caso, gasolina — por meio de processos químicos inspirados nas pesquisas do físico Klaus Lackner, pioneiro mundial em métodos de captura de carbono.

Ao contrário de outras soluções em desenvolvimento, a gasolina gerada pela Aircela não é um combustível alternativo ou experimental. Trata-se de um produto com a mesma composição química da gasolina convencional, o que permite seu uso imediato em qualquer veículo a combustão, sem necessidade de adaptações.

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Mercado-alvo e previsão de lançamento

A expectativa da empresa é começar a comercializar as primeiras unidades da máquina ainda em 2025, com foco inicial em locais isolados ou setores industriais que enfrentam dificuldades logísticas para abastecimento.

Entre os pontos destacados pelos investidores está a vantagem de não exigir mudanças na infraestrutura existente de transporte e armazenamento de combustíveis. Como o produto final é quimicamente igual à gasolina tradicional, ele pode ser distribuído e comercializado da mesma forma que os combustíveis fósseis, mas com um processo de produção muito menos poluente.

Quem está por trás do projeto

A proposta da Aircela tem atraído apoio de investidores de peso. Entre os nomes envolvidos estão Chris Larsen, cofundador da Ripple; Jeff Ubben, conhecido investidor ativista; e a gigante do transporte marítimo Maersk, que apoia a iniciativa por meio de seu braço de investimentos em inovação.

Embora o projeto ainda esteja nos primeiros estágios comerciais, a promessa de produzir combustível de forma mais limpa e com menor impacto ambiental já desperta interesse de setores que buscam soluções para reduzir a pegada de carbono sem abrir mão da infraestrutura atual.

Se a tecnologia cumprir o que promete, a transição energética pode ganhar um aliado inusitado: a própria atmosfera.

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