15 C
São Paulo
quarta-feira, setembro 16, 2026

Por que cientistas estão lançando esferas de 400 toneladas no mar?

Leia mais

Pode parecer estranho ver esferas de concreto de 400 toneladas sendo lançadas no fundo do mar, mas a iniciativa tem um objetivo nobre: revolucionar o armazenamento de energia limpa no mundo. Trata-se do projeto StEnSea (Stored Energy in the Sea), desenvolvido na Alemanha como uma solução sustentável para garantir mais estabilidade às redes elétricas que dependem de fontes renováveis, como a solar e a eólica.

Como funciona a tecnologia?

As esferas são gigantes ocas de concreto, com 9 metros de diâmetro, colocadas a cerca de 800 metros de profundidade. Lá embaixo, elas funcionam como uma espécie de bateria subaquática. Quando há excesso de energia na rede, o sistema bombeia a água para fora da esfera. Quando a demanda aumenta, a água volta a entrar com pressão, acionando uma turbina interna que gera até 5 megawatts de eletricidade por unidade.

O segredo está na profundidade: quanto maior a pressão da água ao redor da esfera, maior a energia gerada quando ela é preenchida. Por isso, o projeto é voltado especialmente para áreas com mares profundos — embora lagos e represas também sejam considerados viáveis.

++ Por que as formigas andam em linha reta? Ciência explica o comportamento impressionante

Inovação com selo alemão — e interesse global

Desenvolvido desde 2012 pelo Instituto Fraunhofer IEE em parceria com a empresa Pleuger, o projeto é financiado pelo governo alemão e já está em fase de testes avançados. Países como Estados Unidos, Noruega, Japão e Portugal estão na lista dos interessados em adotar a tecnologia. No Brasil, regiões com litoral profundo podem receber unidades nos próximos anos.

A previsão é que os primeiros testes comerciais ocorram em 2026, na costa de Los Angeles (EUA), com o sistema operando como complemento a parques eólicos offshore.

++ Itália aprova lei que limita cidadania para filhos e netos de italianos

Solução limpa e eficiente

Ao contrário de baterias químicas tradicionais, as esferas submarinas não usam materiais tóxicos nem produzem resíduos perigosos. Isso as torna uma alternativa ambientalmente segura e com baixa manutenção, ideal para o armazenamento em larga escala de energia renovável.

O projeto também responde a um dos maiores desafios da transição energética: como manter o fornecimento constante de eletricidade mesmo quando o sol não brilha e o vento não sopra.

Com o avanço da tecnologia e o interesse crescente de governos e empresas por soluções sustentáveis, as esferas gigantes podem, em breve, deixar de ser curiosidades submersas para se tornarem peças-chave no futuro energético do planeta.

Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech

- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img

Últimas notícias