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quarta-feira, setembro 16, 2026

Meta testa inteligência artificial que transforma sinais cerebrais em frases com alta precisão

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“Ler a mente” pode deixar de ser uma fantasia de ficção científica para se tornar parte da realidade tecnológica. Pesquisadores da Meta, em parceria com um centro europeu especializado em neurociência, desenvolveram uma inteligência artificial capaz de traduzir sinais cerebrais em linguagem escrita, com resultados impressionantes.

Utilizando uma tecnologia chamada magnetoencefalografia (MEG), o sistema identificou e reconstruiu frases pensadas por participantes com até 80% de precisão. O diferencial desse avanço está no fato de a leitura do cérebro ser feita de forma totalmente não invasiva, sem necessidade de implantes ou procedimentos cirúrgicos — um grande salto em comparação a métodos anteriores.

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Ao todo, 35 voluntários saudáveis participaram dos testes, nos quais digitavam frases enquanto tinham suas ondas cerebrais monitoradas. A MEG captava essas atividades em tempo real, registrando cerca de mil dados por segundo. A IA então utilizava esse fluxo de informações para prever e montar o conteúdo pensado. Já com a eletroencefalografia (EEG), outro método não invasivo, a taxa de acerto caiu para cerca de 40%, o que reforça o potencial da MEG como ferramenta central para esse tipo de decodificação.

Os cientistas também conseguiram identificar parte do processo cognitivo da formação de frases no cérebro. A pesquisa sugere que há um caminho em etapas: primeiro, o cérebro elabora o significado abstrato do que se quer comunicar e, depois, traduz isso em comandos motores, como os usados para digitar. Esse processo envolve um código neural que se reorganiza dinamicamente e sustenta diferentes camadas de informação simultaneamente.

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A promessa da tecnologia vai além do laboratório. A ideia é que, no futuro, ela possa beneficiar pessoas que perderam a capacidade de falar, como pacientes com lesões neurológicas. Mas ainda há barreiras importantes a vencer, como a complexidade dos equipamentos de MEG — que exigem ambientes especiais — e o desafio de ampliar a precisão da IA em situações cotidianas.

Mesmo com os entraves, o avanço representa um passo importante na busca por novos caminhos de comunicação entre cérebro e máquina. E reforça o potencial da inteligência artificial em transformar limites antes considerados definitivos.

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