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quarta-feira, setembro 16, 2026

Vacinas contra gripe aviária já estão aprovadas em 10 países, aponta estudo

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Um estudo publicado na revista The Lancet revelou que ao menos 20 vacinas contra a gripe aviária já foram aprovadas por órgãos reguladores em dez países. A principal preocupação é conter o avanço da cepa H5N1 2.3.4.4b, detectada em 2022 e considerada a mais agressiva desde o surgimento do vírus, em 1996.

As vacinas foram desenvolvidas com caráter emergencial e estão prontas para uso em locais como Austrália, Bélgica, Canadá, China, Estados Unidos, Finlândia, França, Japão, Reino Unido e União Europeia. Dentre esses, apenas a Finlândia já iniciou a vacinação de grupos de risco.

No Brasil, o Instituto Butantan desenvolveu um imunizante específico contra o H5N1, mas ainda aguarda a autorização da Anvisa para dar início aos testes clínicos em humanos.

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Tipos de vacina e eficácia

Segundo o estudo, as vacinas aprovadas são de dois tipos principais:

  • Com vírus inativado, produzidas a partir de ovos de galinha;

  • Com vírus vivo atenuado, cultivadas em células.

A maioria dos imunizantes inclui adjuvantes, substâncias que reforçam a resposta imunológica, permitindo o uso de menor quantidade de antígeno sem perda de eficácia. Dez vacinas já estão indicadas para crianças e idosos, ampliando a proteção em faixas etárias mais vulneráveis.

Segurança e reações

Mais de 32 mil pessoas participaram dos testes, e o perfil de segurança foi considerado positivo. Os efeitos adversos mais comuns foram leves ou moderados — dor no local da aplicação, fadiga e dor de cabeça. Em crianças, foram relatadas reações sistêmicas como febre, mal-estar e dores musculares, respostas esperadas diante do estímulo imunológico.

No entanto, ainda faltam dados conclusivos sobre o uso em gestantes, lactantes e pessoas com doenças crônicas.

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Alta letalidade acende alerta global

Em 2024, o surto da gripe aviária atingiu níveis alarmantes: quase mil casos humanos confirmados, com taxa de mortalidade de cerca de 50%. O vírus, que circula amplamente entre aves e mamíferos, ainda possui baixo risco de infecção entre humanos, com transmissão concentrada em profissionais que têm contato direto com animais contaminados.

Vale destacar:

  • A doença não é transmitida pelo consumo de carne ou ovos de aves infectadas;

  • A infecção ocorre principalmente por contato com secreções respiratórias, fezes ou superfícies contaminadas.

Próximos passos

Especialistas apontam que, com vacinas já licenciadas, o mundo está melhor preparado para uma possível emergência sanitária. Agora, o foco das autoridades deve ser:

  1. Ampliar o acesso equitativo às vacinas;

  2. Acelerar a produção global;

  3. Monitorar mutações do vírus em tempo real.

Com planejamento e resposta rápida, a gripe aviária pode ser contida antes de causar uma nova crise global.

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