Entre salas de aula, corredores e manifestações estudantis, um personagem inusitado vem chamando atenção no campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. Trata-se de Silveira, um vira-lata carismático de 10 anos que conquistou o coração da comunidade acadêmica — e, recentemente, o das redes sociais.
Com o jeito tranquilo e presença constante nos espaços da universidade, o cãozinho foi carinhosamente apelidado de “Pró-reitor de Assuntos Caninos” pelos estudantes. Nos últimos dias, Silveira viralizou em plataformas como TikTok, Instagram e X (antigo Twitter), alcançando os trending topics e ganhando fãs por todo o país.
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De mascote a celebridade
Silveira chegou à UFSM ainda filhote e nunca mais saiu. Durante a pandemia, morou ao lado do antigo pronto-socorro do hospital universitário. Após o retorno das aulas presenciais, voltou a circular pelo campus e estabeleceu residência simbólica nas áreas de convivência, especialmente nas imediações do Restaurante Universitário — onde ganhou até cama nova, fruto de doações de voluntários.
A popularidade do cãozinho cresceu ainda mais quando ele foi flagrado participando de uma manifestação estudantil. “Ele latia junto com a música e chegou a enfrentar os seguranças da reitoria”, contou uma aluna nas redes sociais, arrancando risadas e curtidas de milhares de internautas.
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Cuidado e proteção
Apesar da vida livre no campus, Silveira não está desassistido. Ele é acompanhado pelo projeto Zelo, da própria universidade, e recebe atendimento regular no Hospital Veterinário Universitário. Também não come qualquer alimento — sua ração premium é mantida por doações que garantem uma dieta balanceada, adequada à sua idade avançada.
Por estar na fase idosa, a comunidade universitária avalia agora a possibilidade de encontrar um lar definitivo para o cãozinho. A decisão, porém, divide opiniões: muitos acreditam que Silveira é parte do patrimônio afetivo da UFSM e deve permanecer onde construiu sua história.
O mascote de todos
Silveira é mais do que um cachorro. Para os alunos, é companhia nos dias difíceis, presença garantida nas lutas estudantis e símbolo do espírito coletivo que move a vida universitária. Enquanto não decide se troca o campus por um sofá de lar adotivo, o mascote segue firme — e cada vez mais amado.



