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quarta-feira, setembro 16, 2026

Austrália testa pele impressa em 3D para tratar queimaduras com sucesso

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Um procedimento inédito realizado na Austrália marcou um avanço promissor no tratamento de queimaduras. Pela primeira vez, uma paciente recebeu pele impressa em 3D diretamente sobre uma ferida, utilizando células do próprio corpo. A técnica tem potencial para reduzir a dor, acelerar a cicatrização e minimizar cicatrizes permanentes.

Rebecca Jane Torbruegge, de 30 anos, se queimou na perna durante uma corrida de kart em Eastern Creek. Enfermeira formada, ela percebeu a gravidade do ferimento quando surgiram bolhas na pele e procurou a Unidade de Queimados do Hospital Concord, em Sydney.

Lá, foi convidada a participar de um ensaio clínico liderado pela pesquisadora Jo Maitz, do Grupo de Pesquisa em Queimaduras e Cirurgia Reconstrutiva. O estudo utiliza um robô cirúrgico chamado Ligo, desenvolvido pela empresa Inventia Life Science, para aplicar pele criada em impressora 3D diretamente na área lesionada.

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A tecnologia funciona combinando células da própria paciente com biomateriais, que são depositados com precisão sobre a ferida. No caso de Rebecca, a pele foi aplicada em uma área criada cirurgicamente para testar a reação do corpo ao procedimento.

“Fiquei surpresa por não sentir dor, nem mesmo no local do enxerto. Esperava algo mais difícil. O pior foi ter que ficar parada por seis dias”, contou Rebecca, em nota divulgada pelo governo de Nova Gales do Sul.

O ministro da Saúde do estado, Ryan Park, destacou o impacto potencial da técnica. “Pessoas com queimaduras graves enfrentam uma série de complicações. Esta descoberta oferece uma nova abordagem para reduzir a dor, acelerar a recuperação e melhorar a qualidade de vida desses pacientes”, afirmou.

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A pesquisa ainda está em fase inicial, limitada a feridas cirúrgicas, mas os cientistas esperam em breve aplicar a tecnologia diretamente em queimaduras graves e feridas profundas. “Este é o futuro. É a primeira vez no mundo que a impressão 3D de pele é feita diretamente no leito do paciente”, destacou a pesquisadora Jo Maitz.

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