O influenciador digital e ex-participante de reality show Rico Melquiades prestou depoimento nesta quarta-feira (14) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, no Senado Federal. A comissão investiga a atuação de casas de apostas online no Brasil e possíveis irregularidades cometidas por influenciadores na divulgação desse tipo de conteúdo.
Durante a oitiva, Rico afirmou que não considera sua responsabilidade o acesso de menores de idade às plataformas de jogos de azar, como o popular “jogo do Tigrinho”. “Quem tem que ter responsabilidade são os pais, e não eu”, disse. Ele citou o exemplo pessoal de um sobrinho de 12 anos que vive com ele e cujos hábitos de navegação ele monitora. “Vejo tudo que ele consome na internet. Essa responsabilidade não tem que vir de mim, e sim dos pais. Até porque o Instagram nem é para menores de idade.”
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Melquiades compareceu à CPI como testemunha, mas utilizou por diversas vezes o direito ao silêncio garantido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo decisão do ministro Alexandre de Moraes, o influenciador pode se recusar a responder perguntas cujas respostas possam incriminá-lo.
Durante o depoimento, ele evitou comentar sobre os valores recebidos em campanhas publicitárias de plataformas de apostas e também não deu detalhes sobre a operação policial da qual foi alvo. Em janeiro deste ano, ele foi investigado pela Polícia Civil de Alagoas na Operação Game Over 2, que apura a promoção irregular de jogos de azar online por influenciadores.
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A CPI das Bets tem concentrado esforços em compreender como celebridades digitais influenciam o público — especialmente jovens — a participar de apostas online, prática que pode ter impacto direto no orçamento familiar e está sob suspeita de envolvimento com lavagem de dinheiro.
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