Em meio ao crescimento acelerado de tecnologias de inteligência artificial ao redor do mundo, a Microsoft decidiu proibir seus colaboradores de utilizarem o DeepSeek, modelo avançado de IA desenvolvido na China. A decisão foi revelada pelo vice-presidente da companhia, Brad Smith, durante uma audiência no Senado dos Estados Unidos, onde a segurança de dados e a relação entre tecnologia e geopolítica foram o centro das discussões.
“Temos preocupações legítimas sobre onde e como os dados estão sendo armazenados”, declarou Smith, justificando a ausência do DeepSeek também na loja de aplicativos da empresa. A preocupação é que informações inseridas na ferramenta possam ser acessadas por agências do governo chinês, conforme prevê a legislação local.
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Segundo a política de privacidade da plataforma, os dados dos usuários são de fato armazenados em servidores localizados na China. Isso implica em submissão às normas do país, que exigem colaboração com os serviços de inteligência, além de impor censura a conteúdos considerados sensíveis pelo regime.
Apesar das limitações, o DeepSeek chamou a atenção da comunidade internacional por seu desempenho técnico e custo acessível. Enquanto grandes modelos ocidentais como o Llama 3.1, da Meta, exigem investimentos superiores a US$ 60 milhões, o desenvolvimento da IA chinesa custou cerca de US$ 6 milhões. A tecnologia utiliza estratégias como aprendizado por reforço e ativação seletiva de parâmetros, otimizando tanto desempenho quanto economia de recursos.
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Além disso, a startup por trás do DeepSeek adota uma abordagem parcialmente aberta, permitindo que pesquisadores tenham acesso ao seu código e algoritmos — algo que, para especialistas, pode democratizar o avanço da IA globalmente, ainda que sob vigilância e desconfiança do Ocidente.
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