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quinta-feira, setembro 17, 2026

Inteligência artificial pode revolucionar liberação de remédios nos Estados Unidos

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O uso da inteligência artificial pode transformar a forma como medicamentos são avaliados e liberados nos Estados Unidos. A agência reguladora de alimentos e remédios do país, a FDA, está analisando parcerias com empresas de tecnologia, entre elas a OpenAI, para tornar seus processos mais ágeis e eficientes.

A proposta é incorporar IA no processo de revisão científica e análise de documentos, que atualmente pode levar mais de uma década até a liberação de novos tratamentos. O objetivo é reduzir tanto o tempo quanto os custos, especialmente em casos que envolvam doenças graves como o câncer e o diabetes.

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A FDA já realizou sua primeira revisão científica com o apoio da inteligência artificial, em uma iniciativa que contou com o apoio do comissário interino Marty Makary. Embora a agência não tenha confirmado oficialmente a participação da OpenAI, fontes ligadas ao setor afirmam que representantes da empresa vêm mantendo conversas com o órgão sobre projetos-piloto.

Entre os planos em discussão, estão o “cderGPT” e o “Research GPT”, que utilizariam IA para atuar junto ao Centro de Avaliação de Medicamentos e nos processos de análise de estudos científicos. A liderança desses projetos está a cargo de Jeremy Walsh, primeiro diretor de inteligência artificial da FDA. Até o momento, as conversas seguem em estágio preliminar, sem contratos assinados.

Especialistas da área de biotecnologia veem com bons olhos a adoção da IA, especialmente em tarefas repetitivas, como verificação de formulários e dados incompletos. No entanto, alertam para os riscos de uso indiscriminado e a importância de normas rígidas para evitar erros em avaliações clínicas.

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A FDA, por sua vez, já investe em pesquisa voltada à aplicação da IA dentro da própria agência e estuda como integrar as novas ferramentas aos modelos regulatórios existentes. Paralelamente, a OpenAI tenta obter certificações que a autorizem a lidar com dados sensíveis de órgãos públicos — o que pode facilitar parcerias futuras, inclusive com agências como a FDA.

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