No mesmo dia em que completou 70 anos, Don Pettit, astronauta da Nasa com uma longa trajetória nas missões espaciais, finalizou mais um capítulo de sua carreira ao retornar à Terra a bordo da cápsula russa Soyuz MS-26. A aterrissagem aconteceu neste domingo (20) nas estepes do Cazaquistão, próxima à cidade de Zhezkazgan, após 222 dias de permanência na Estação Espacial Internacional (EEI).
Pettit não estava sozinho no retorno. Ao lado dele, estavam os cosmonautas russos Alexei Ovchinin e Ivan Vagner, que também integravam a tripulação da missão finalizada neste fim de semana. O pouso da cápsula ocorreu cerca de quatro horas após o desacoplamento da estação orbital, conforme confirmou a agência espacial russa Roscosmos.
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A atual missão de Don Pettit elevou sua marca pessoal para 590 dias no espaço desde que ingressou no programa da Nasa. A própria agência americana destacou o simbolismo do retorno ter ocorrido justamente no aniversário de Pettit, coroando uma jornada que envolveu experimentos científicos de ponta.
Durante sua permanência a bordo da EEI, Pettit participou de projetos voltados à impressão 3D em ambientes de microgravidade, ao aprimoramento de tecnologias para reuso de água, ao cultivo de vegetais no espaço e ao controle de incêndios fora da atmosfera terrestre. Sua atuação reafirma o papel dos astronautas veteranos na condução de experimentos que abrem caminho para futuras missões de longa duração.
Apesar da marca histórica, Pettit ainda não é o astronauta americano mais velho a ter viajado ao espaço – esse título pertence a John Glenn, que voou aos 77 anos em 1998. Ainda assim, Pettit mantém o posto de mais experiente entre os astronautas ativos da Nasa.
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Com a saída de Ovchinin, o comando da estação espacial passou oficialmente para o japonês Takuya Onishi, em uma cerimônia realizada na última sexta-feira. Enquanto isso, a tripulação da nova missão – composta por astronautas da Rússia, Estados Unidos e Japão – segue no módulo orbital, dando continuidade à Expedição 72.
Mesmo em tempos de tensões geopolíticas intensificadas, principalmente pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, a cooperação entre russos e americanos nas missões espaciais segue firme como um dos últimos bastiões de colaboração internacional no setor científico.
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