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quarta-feira, setembro 16, 2026

Novo exame de sangue antecipa diagnóstico do Parkinson com alta precisão

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Uma equipe de cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém desenvolveu um teste de sangue capaz de identificar a doença de Parkinson antes mesmo do surgimento dos primeiros sinais clínicos. Com precisão de 86%, o exame superou os métodos tradicionais ao ser aplicado em pacientes de diferentes países.

A descoberta, publicada na revista Nature Aging, se baseia na análise de fragmentos de RNA que circulam no sangue. Dois deles se destacaram: um tende a se acumular em indivíduos com a doença, enquanto o outro diminui conforme ela avança. Essa variação se mostrou decisiva para prever o Parkinson em fases iniciais, oferecendo um caminho promissor para o diagnóstico precoce.

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“O exame é minimamente invasivo e pode ser realizado com facilidade em clínicas e laboratórios. Ele abre uma nova janela de oportunidade para tratar a doença antes que os sintomas comprometam a qualidade de vida do paciente”, afirmou a professora Hermona Soreq, que liderou a pesquisa.

Utilizando a técnica de qPCR, uma ferramenta acessível para amplificação genética, os pesquisadores quantificaram esses fragmentos em amostras de diferentes populações ao redor do mundo. Os resultados foram consistentes, reforçando a viabilidade do teste em larga escala.

“Tradicionalmente, esses fragmentos de RNA não recebiam a devida atenção nas pesquisas sobre o Parkinson. Agora sabemos que eles fornecem pistas valiosas sobre as alterações moleculares que antecedem os sintomas”, completou Soreq.

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Além de antecipar o diagnóstico, os pesquisadores também observaram que os níveis desses biomarcadores caem após a aplicação da estimulação cerebral profunda — um dos tratamentos utilizados em fases mais avançadas da doença. A descoberta sugere uma ligação direta entre esses fragmentos e o funcionamento dos neurônios afetados pelo Parkinson.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a condição neurodegenerativa atinge milhões de pessoas em todo o mundo, inclusive indivíduos com menos de 50 anos. A possibilidade de um diagnóstico precoce, portanto, representa um avanço significativo na abordagem clínica da doença.

“O novo teste pode ajudar médicos e pacientes a lidar com o Parkinson de maneira mais estratégica, oferecendo segurança em um momento em que ainda há tempo para intervir”, disse Nimrod Madrer, autor principal do artigo.

A equipe já entrou com pedidos de patente nos Estados Unidos e pretende viabilizar o exame em ambientes clínicos em breve. Com isso, uma nova era no diagnóstico do Parkinson pode estar se aproximando.

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