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quarta-feira, setembro 16, 2026

Brasileiro morto em prisão de Israel sofreu fome, desidratação e possíveis agressões

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Walid Khalid Abdullah Ahmad, um adolescente brasileiro de 17 anos, morreu sob custódia em uma prisão de Israel após enfrentar desnutrição severa, desidratação e sinais de maus-tratos. A autópsia, conduzida pelo Instituto Forense Abu Kabir, em Tel Aviv, apontou que a causa provável do óbito foi uma combinação de desidratação por diarreia induzida por colite, fome e complicações infecciosas.

O jovem estava detido na prisão de Megido, uma das mais temidas do país. O laudo revelou ainda a presença de escoriações no nariz, tórax e quadril, além de um corte no pescoço. Ele também apresentava sinais de sarna nas pernas e na virilha, evidenciando as condições precárias em que estava mantido.

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A organização internacional Defesa para Crianças Internacional (DCI), que obteve o relatório da autópsia, afirma que Ahmad foi atendido duas vezes na enfermaria da prisão apenas em fevereiro deste ano. A DCI, que atua na proteção de crianças palestinas, é considerada uma entidade terrorista pelo governo israelense, acusação rejeitada por diversos países europeus e pela ONU.

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O corpo do adolescente segue retido por Israel e ainda não foi entregue à família, que vive na Cisjordânia. O governo israelense não se pronunciou sobre o caso até o momento. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil também não respondeu aos questionamentos da imprensa.

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