Uma nova erupção vulcânica na Islândia pegou moradores e especialistas de surpresa nesta terça-feira (1º). O fenômeno aconteceu na cratera de Sundhnúkur, na península de Reykjanes, após uma série de tremores na região. O evento trouxe um detalhe incomum: a lava não ficou contida pelas barreiras de proteção e emergiu do solo, aproximando-se perigosamente da cidade de Grindavík.
Os abalos sísmicos começaram por volta das 6h30 no horário local (3h30 em Brasília). Três horas depois, uma fissura de aproximadamente 1.200 metros se abriu, permitindo a liberação do magma. Diante do risco iminente, a Agência Meteorológica da Islândia (IMO) colocou Grindavík, que abriga cerca de 3.000 habitantes, no nível máximo de alerta.
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Além da lava, gases vulcânicos estão sendo expelidos e podem ser levados pelos ventos em direção à capital Reykjavík, a cerca de 40 quilômetros do epicentro. A situação se agravou ainda mais com o surgimento de uma segunda fissura além das barreiras de proteção da cidade, por volta das 11h locais (8h BRT).
Diante do avanço da atividade vulcânica, Grindavík e o spa Blue Lagoon, um dos pontos turísticos mais visitados do país, foram evacuados. Autoridades também bloquearam estradas na região, mas alguns moradores insistiram em permanecer na cidade.
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Essa é a 11ª erupção na península de Reykjanes desde 2021 e a 8ª ocorrida na cadeia de crateras Sundhnúkur desde o ano passado. Especialistas seguem monitorando a situação, alertando que novas fissuras podem surgir e a atividade vulcânica pode continuar nos próximos dias.
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