A Polícia Federal apresentou, em Belém, uma iniciativa promissora que busca transformar a cannabis apreendida em biocombustíveis, como gasolina, diesel e querosene verde. Batizado de Cannabiocombustível, o projeto ainda está em fase experimental e conta com a colaboração das Universidades Federais do Pará (UFPA) e de Santa Catarina (UFSC).
A pesquisa teve início há cerca de dois anos no Laboratório da Superintendência da PF no Pará. A tecnologia utilizada envolve um processo térmico de alta temperatura, chegando a 500°C, capaz de converter mais de uma tonelada de biomassa vegetal em 24 horas. Além do bio-óleo combustível, o procedimento gera subprodutos como biocarvão, que pode ser utilizado como fertilizante ou para descontaminação de águas, e vinagre pirolítico, com propriedades fungicidas e potencial para conservação de alimentos.
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública destacou que a inovação pode oferecer uma solução sustentável para o descarte de drogas apreendidas, ao mesmo tempo em que contribui para a produção de energia renovável e reduz custos operacionais de armazenamento desses materiais.
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O projeto segue em desenvolvimento para aprimorar a eficiência e a qualidade dos combustíveis gerados. Com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) em Belém, em 2025, a iniciativa ganha ainda mais destaque no cenário ambiental e tecnológico.
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