Pesquisadores na China realizaram um marco inédito na medicina ao transplantar um fígado de porco geneticamente modificado para um paciente com morte cerebral. O procedimento, anunciado nesta quarta-feira (26) na revista Nature, pode revolucionar o tratamento de doenças hepáticas e reduzir as longas filas de espera por transplantes.
A cirurgia foi feita no hospital da Quarta Universidade Médica Militar, em Xi’an, no dia 10 de março. O órgão veio de um miniporco submetido a seis modificações genéticas para aumentar a compatibilidade com o corpo humano. Durante os 10 dias de acompanhamento, o fígado suíno mostrou-se funcional, produzindo bile e albumina, proteínas essenciais para o metabolismo.
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Esse transplante foi realizado como um procedimento auxiliar, funcionando como um “órgão ponte”, ou seja, ajudando o fígado humano enquanto o paciente aguarda um transplante definitivo. Especialistas destacam que, embora promissor, o órgão ainda não consegue produzir bile e proteínas na mesma quantidade que um fígado humano, exigindo novos estudos.
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Nos Estados Unidos, cientistas também vêm conduzindo testes com órgãos suínos, incluindo transplantes de rins e corações. A expectativa é que, em breve, procedimentos como esse possam ser realizados em pacientes vivos, ampliando as alternativas para quem depende de um transplante para sobreviver.
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