A ideia de que o consumo de álcool é exclusivo dos humanos está sendo desafiada por novas descobertas científicas. Estudos indicam que diversas espécies de animais ingerem etanol presente naturalmente em frutas fermentadas, néctares e até seiva de plantas, seja por necessidade nutricional ou até mesmo por possíveis efeitos medicinais.
Pesquisadores já haviam identificado que insetos, como abelhas e borboletas, consomem alimentos fermentados. Agora, evidências mostram que aves, pequenos mamíferos e até primatas, como chimpanzés, também ingerem etanol na natureza. Algumas frutas muito maduras chegam a ter um teor alcoólico semelhante ao de uma cerveja comum.
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Apesar de relatos frequentes de animais supostamente “bêbados”, os cientistas acreditam que a evolução favoreceu mecanismos para metabolizar o álcool de forma eficiente, reduzindo os riscos de intoxicação. Em primatas, por exemplo, foi identificada uma mutação genética que torna o organismo mais eficiente na digestão do etanol.
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Ainda há muito a ser estudado sobre o impacto dessa ingestão no comportamento animal. Enquanto algumas espécies podem se beneficiar do álcool por seu valor energético ou propriedades antimicrobianas, o verdadeiro papel do etanol na vida selvagem continua sendo um mistério que intriga os cientistas.
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