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quarta-feira, setembro 16, 2026

Trump determina maior revogação de vistos humanitários e ameaça deportar meio milhão de imigrantes

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O governo norte-americano, sob a liderança de Donald Trump, deu início a uma das mais amplas ações de revogação de autorizações migratórias dos últimos anos. Cerca de 530 mil imigrantes de Cuba, Nicarágua, Haiti e Venezuela perderão o status legal temporário concedido durante a gestão do ex-presidente Joe Biden, com prazo até o dia 24 de abril para deixar o país voluntariamente.

A medida afeta diretamente estrangeiros que haviam obtido permissão para viver nos Estados Unidos por meio de um programa lançado em 2022, com o objetivo de oferecer alternativas legais à imigração irregular. A iniciativa, inicialmente voltada a venezuelanos, foi posteriormente ampliada para incluir outros países latino-americanos em 2023.

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Os beneficiários podiam entrar no país com apoio de patrocinadores locais e permanecer por até dois anos com um visto temporário. Agora, com a revogação em curso, essas permissões deixam de ter validade, e quem não tiver regularizado sua situação por outros meios poderá ser deportado.

O Departamento de Segurança Interna afirmou que todos os atingidos foram notificados com antecedência. A partir do final de abril, aqueles que permanecerem sem autorização estarão sujeitos a medidas de expulsão.

Segundo as autoridades, ainda não está claro quantos dos contemplados pelo antigo programa conseguiram ajustar seu status para permanecer legalmente nos EUA. Caso o número de deportações chegue ao total estimado, será a maior ação do tipo já realizada pelo atual governo republicano.

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Desde a assinatura do decreto que suspendeu o programa — logo no dia da posse de Trump, em 20 de janeiro —, o governo vem reforçando sua política de migração mais rígida, numa guinada drástica em relação à abordagem adotada por Biden.

A decisão marca mais um capítulo da agenda de endurecimento nas fronteiras defendida por Trump, que tem como uma de suas bandeiras a redução da imigração legal e o fechamento de portas para programas considerados, por sua gestão, como ineficazes.

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