Pesquisadores dos Estados Unidos deram um passo importante no combate ao vírus Ebola, uma das doenças mais letais do planeta. Um estudo recente demonstrou que um medicamento administrado por via oral foi capaz de eliminar o vírus do organismo de macacos infectados, levantando a possibilidade de um tratamento mais acessível e eficaz para humanos no futuro.
A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade do Texas Medical Branch, e utilizou um antiviral chamado Obeldesivir — uma versão em comprimido do Remdesivir, conhecido por ter sido usado no tratamento da Covid-19. A equipe administrou o remédio em primatas altamente infectados, e os resultados surpreenderam: além de eliminar o vírus do sangue, a pílula também estimulou o sistema imunológico a produzir anticorpos e evitou danos aos órgãos.
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Apesar do número reduzido de animais testados, o estudo se destacou pela intensidade da exposição: os macacos receberam uma carga viral muito acima do que seria letal para humanos. Ainda assim, a resposta ao tratamento foi positiva.
O estudo foi publicado na Science Advances e é visto como um marco promissor no enfrentamento da doença. Se os testes futuros confirmarem a eficácia do Obeldesivir em humanos, o medicamento poderá facilitar o combate a surtos, especialmente em áreas carentes de infraestrutura hospitalar.
O Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976 e, desde então, se tornou sinônimo de surtos devastadores em regiões da África Subsaariana. O vírus se espalha por contato com fluidos corporais e pode provocar febres hemorrágicas, falência múltipla de órgãos e morte em poucos dias. Em alguns casos, a taxa de mortalidade pode chegar a 90%.
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Apesar da gravidade da doença, os investimentos em tratamentos específicos sempre foram escassos, principalmente por afetar regiões de baixa renda. A primeira vacina eficaz só foi aprovada em 2019, mas dificuldades logísticas continuam a dificultar seu acesso.
Agora, com a possibilidade de uma solução prática via comprimido, cientistas esperam mudar o rumo da história dessa infecção brutal.
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