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quarta-feira, setembro 16, 2026

Descoberta surpreendente nas profundezas do oceano revela milhares de espécies desconhecidas

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Uma equipe de pesquisadores chineses revelou um verdadeiro tesouro biológico escondido no ponto mais profundo do planeta: a Fossa das Marianas. Após uma série de mergulhos realizados desde 2021, os cientistas identificaram mais de 7.000 espécies de microrganismos, sendo que quase 90% delas eram completamente desconhecidas até então.

Além dos micróbios, a expedição coletou exemplares de pequenos crustáceos e um peixe que habita as profundezas extremas do oceano. Essas descobertas ajudam a entender como a vida consegue se adaptar a condições extremas de pressão e baixa temperatura.

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A pesquisa foi realizada com o auxílio do submarino Fendouzhe, que desceu à fossa 33 vezes, explorando regiões entre 6.000 e 10.900 metros de profundidade. Durante as imersões, os cientistas coletaram amostras de sedimentos, organismos e água, analisando as adaptações genéticas que permitem a sobrevivência nesses ambientes extremos.

Entre os organismos encontrados, estavam 662 exemplares da espécie Hirondellea gigas, um tipo de crustáceo minúsculo, e o Pseudoliparis swirei, considerado o peixe que vive na maior profundidade já registrada.

O estudo revelou que os microrganismos da Fossa das Marianas possuem um genoma mais compacto e eficiente, o que pode ser essencial para futuras pesquisas sobre biodiversidade e até mesmo para novas aplicações biotecnológicas. Segundo os cientistas, a descoberta de genes específicos nesses organismos pode auxiliar na busca por soluções para o esgotamento de recursos naturais terrestres.

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A Fossa das Marianas abriga a Depressão Challenger, que atinge uma profundidade de 10.984 metros e já foi visitada por apenas 22 pessoas na história. Entre os primeiros exploradores estão Don Walsh e Jacques Piccard, na década de 1960. O recente estudo reforça a importância de continuar investigando esse ambiente inóspito, que ainda guarda segredos sobre a vida nos oceanos.

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