Um estudo recente revelou uma descoberta impressionante sobre os efeitos devastadores da erupção do Vesúvio, em 79 d.C. Cientistas identificaram fragmentos de vidro orgânico dentro do crânio de uma vítima da catástrofe, sugerindo que o tecido cerebral foi submetido a um raro processo de vitrificação.
A análise foi conduzida em restos humanos encontrados no Collegium Augustalium, um edifício da antiga cidade de Herculano. O corpo pertencia a um jovem adulto que foi preservado nas cinzas vulcânicas por quase dois mil anos. Segundo os pesquisadores, o calor extremo da erupção carbonizou materiais ao redor e aqueceu o crânio da vítima a temperaturas superiores a 510°C antes de um resfriamento abrupto, transformando o tecido cerebral em vidro.
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“Nosso estudo indica que a rápida exposição a temperaturas extremas, seguida de um resfriamento veloz, permitiu a formação desse vidro orgânico inédito”, explicou Guido Giordano, professor da Universidade Roma Tre, na Itália. Esse fenômeno, incomum em restos humanos arqueológicos, já foi reproduzido em laboratório, mas nunca havia sido identificado em condições naturais.
Os cientistas acreditam que a proteção oferecida pelos ossos do crânio e da coluna vertebral pode ter contribuído para a preservação do tecido biológico e sua transformação em vidro. Agora, a equipe de pesquisa pretende realizar novas análises químicas para verificar se ainda há vestígios de lipídios e proteínas nos fragmentos, o que poderia fornecer informações valiosas sobre o cérebro da vítima e o ambiente extremo da erupção.
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A erupção do Vesúvio foi uma das mais destrutivas da história, soterrando cidades como Pompeia e Herculano sob uma espessa camada de cinzas e material vulcânico. Os efeitos desse desastre continuam a revelar detalhes sobre a vida na Roma Antiga e os impactos de erupções vulcânicas em sociedades humanas.
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