O governo federal tem buscado formas de amenizar os impactos da alta nos preços dos alimentos, segundo o ex-ministro José Eduardo Cardozo. Durante participação no programa O Grande Debate, nesta quinta-feira (6), ele destacou que não há instrumentos econômicos ou jurídicos que possibilitem a imposição de tabelamentos, tornando outras estratégias mais viáveis.
“O presidente está conversando com grandes produtores e varejistas para buscar alternativas que possam estabilizar os preços. Não há mecanismos legais que permitam simplesmente controlar ou tabelar esses valores”, afirmou Cardozo.
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Diante desse cenário, uma das ações do governo tem sido orientar a população sobre como lidar com a inflação. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recomendou que os consumidores evitem comprar produtos que estejam com preços elevados, como forma de influenciar o mercado e forçar uma redução nos valores.
Além disso, Lula sugeriu que os consumidores optem por substituições inteligentes, escolhendo produtos similares mais acessíveis. Para Cardozo, essa recomendação faz sentido e tem sido compreendida pela população. “Pode haver divergências sobre essa abordagem, mas Lula é um comunicador eficiente, e sua mensagem foi clara. Quando os preços estão elevados, o comportamento do consumidor pode influenciar a oferta e a demanda”, disse ele.
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O ex-ministro também ressaltou que a busca por alternativas não apenas alivia o orçamento familiar, mas pode contribuir para uma queda mais rápida dos preços. “É um comportamento comum procurar opções mais baratas quando um item se torna inacessível. Muitas vezes, hábitos e costumes levam as pessoas a insistirem em um determinado produto, mas essa mudança de consumo pode ser um fator decisivo na regulação do mercado”, concluiu.



