A proposta do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre chips fabricados em Taiwan pode ter reflexos diretos no preço dos smartphones em todo o mundo, incluindo o Brasil. Empresas como Apple e Qualcomm, que utilizam semicondutores produzidos pela TSMC, podem ser obrigadas a repassar os custos ao consumidor caso a medida seja implementada.
O aumento nas tarifas sobre semicondutores tem sido estudado pela administração de Donald Trump e pode chegar a 100%, segundo declarações recentes do presidente. A TSMC, maior fabricante global do setor, já projeta um reajuste de até 15% no custo de produção para lidar com possíveis mudanças na política comercial dos EUA.
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No Brasil, o impacto pode ser significativo, já que 81% dos smartphones vendidos no país utilizam chips da Qualcomm, enquanto a Apple, que também depende da TSMC para seus processadores, representa 18% do mercado.
Diante do risco de taxação, a TSMC busca alternativas para reduzir a dependência da produção em Taiwan e já investe na construção de fábricas no Arizona, nos Estados Unidos. No entanto, a fabricação local tende a ser mais cara, o que pode manter os custos elevados para a indústria de tecnologia.
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A expectativa é que as novas tarifas sejam regulamentadas em fevereiro, mas até o momento não há sinais de um acordo entre a TSMC e o governo norte-americano para minimizar os impactos da medida.



