Astrônomos de diversas partes do mundo estão monitorando o asteroide 2024 YR4, identificado recentemente e que, segundo cálculos preliminares, possui uma pequena possibilidade de colisão com a Terra em dezembro de 2032. Embora o risco seja considerado baixo, a comunidade científica acompanha de perto a trajetória da rocha espacial para refinar as projeções e descartar qualquer perigo iminente.
O objeto celeste, que possui dimensões estimadas entre 40 e 100 metros, foi descoberto em 27 de dezembro pelo sistema de monitoramento ATLAS, no Chile, poucos dias após uma passagem próxima ao planeta. O Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra, da NASA, rastreia sua órbita e identificou uma probabilidade de impacto de 1,3%, um percentual pequeno, mas suficiente para manter o alerta entre os especialistas.
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Apesar da incerteza, os cientistas reforçam que há uma margem de 98,7% de que o asteroide não atinja a Terra. “Não é um número para ser ignorado, mas também não é motivo de pânico”, explica David Rankin, pesquisador da Universidade do Arizona.
Caso o asteroide entrasse em rota de colisão, as consequências dependeriam do local de impacto. Especialistas apontam que uma rocha espacial desse porte não provocaria um evento de extinção, mas poderia devastar uma região metropolitana ou causar tsunamis se caísse em oceanos.
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A ciência, no entanto, está melhor preparada do que nunca para lidar com esse tipo de situação. Missões como a DART, da NASA, demonstraram que é possível desviar um asteroide por meio de colisão controlada. Caso novas análises apontem uma ameaça real, estratégias podem ser adotadas para alterar sua trajetória.
Nos próximos anos, observações adicionais serão feitas para definir com mais precisão a rota do 2024 YR4. Em 2028, ele fará outra passagem próxima da Terra, o que permitirá novas medições detalhadas.
A Escala de Turim, que mede o risco de colisão de objetos espaciais, atualmente classifica o 2024 YR4 no nível 3, o que significa que merece atenção, mas não representa uma ameaça imediata. O histórico mostra que, conforme mais dados são coletados, a maioria dos asteroides inicialmente considerados preocupantes acabam sendo descartados da lista de risco.
Por enquanto, os cientistas recomendam cautela, mas sem alarde. “O mais provável é que novas observações reduzam a possibilidade de impacto a zero”, afirma Rankin. Até lá, os telescópios de diversos países seguem apontados para o espaço, acompanhando cada movimento dessa rocha errante.



