Cientistas do Silklab, na Universidade Tufts, estão desenvolvendo um material que lembra as famosas teias do Homem-Aranha. A criação combina fibroína de seda e dopamina, substâncias que, juntas, reproduzem o mecanismo de adesão natural dos mexilhões em superfícies molhadas. Essa inovação já é capaz de formar fibras resistentes e pegajosas, capazes de levantar pequenos objetos.
O processo começa com a extração da fibroína da seda, obtida de casulos de traças japonesas, que é misturada à dopamina. Essa solução é então expelida através de uma agulha, que utiliza acetona na camada externa para facilitar a solidificação no ar. Conforme a acetona evapora, a dopamina acelera o endurecimento do material, gerando fibras adesivas.
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Para aprimorar a resistência, os pesquisadores incorporaram um biopolímero chamado quitosana, aumentando em até 200 vezes a força do material. Atualmente, as fibras conseguem levantar objetos de 15 a 20 gramas a uma distância de até 35 centímetros.
Os testes realizados demonstraram melhor desempenho em superfícies como papelão e madeira, mas o material também se mostrou eficiente em plástico, vidro e metal. Segundo o estudo, publicado na revista Advanced Functional Materials, a equipe ainda está trabalhando em ajustes e melhorias que podem ampliar as possibilidades de uso dessa tecnologia.
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Embora a substância não reproduza exatamente o funcionamento das teias disparadas por aranhas, os resultados são um grande passo para transformar em realidade algo que antes parecia exclusivo da ficção. O avanço abre portas para aplicações inovadoras, e a ciência promete novidades nos próximos estudos.



