O alcance transformador da inteligência artificial ainda é amplamente subestimado, segundo Khaldoon Al Mubarak, CEO do fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, o gestor ressaltou que as implicações da tecnologia vão além do que muitos imaginam, trazendo tanto oportunidades quanto desafios significativos.
“Ninguém compreendeu completamente o nível de disrupção que a IA pode gerar”, afirmou. “Ela impactará nossas vidas, negócios, empregos e todos os setores.” O Mubadala, que administra cerca de US$ 330 bilhões, tem investido em áreas estratégicas para sustentar o avanço da IA, como infraestrutura de chips e data centers.
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O fundo é um dos principais apoiadores da MGX, uma plataforma de investimentos em inteligência artificial baseada em Abu Dhabi, além de ter participado da última rodada de captação da OpenAI, que arrecadou US$ 6,6 bilhões. Outra iniciativa recente envolve a G42, uma das empresas do portfólio do Mubadala, que firmou parceria com a OpenAI para expandir o uso da tecnologia nos Emirados Árabes Unidos e na região. No ano passado, a G42 também recebeu um aporte de US$ 1,5 bilhão da Microsoft e garantiu acesso à infraestrutura de nuvem da empresa norte-americana.
Al Mubarak prevê que a demanda por IA continuará em crescimento exponencial nas próximas décadas. “Mesmo uma projeção conservadora aponta para uma expansão significativa, dada a necessidade crescente por soluções tecnológicas em escala global”, destacou.
Em relação aos investimentos na China, Al Mubarak reafirmou o compromisso do fundo, mesmo diante de tensões comerciais e geopolíticas. Ele destacou a força do mercado consumidor chinês, com sua vasta população de 1,4 bilhão de pessoas e o crescimento consistente do PIB. “Olhamos para a China como uma das maiores oportunidades econômicas globais”, disse.
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Apesar dos desafios enfrentados pela economia chinesa, como a crise imobiliária e o envelhecimento populacional, Al Mubarak acredita que esforços para estimular o consumo interno serão bem recebidos por investidores internacionais. “A China tem potencial para oferecer soluções pragmáticas e sustentáveis, favorecendo tanto sua economia quanto o mercado global”, concluiu.



