O deputado Zeca Dirceu (PT-PR) expressou descontentamento com o governo federal após o recuo na decisão de ampliar o monitoramento de transações financeiras, incluindo o Pix. Em uma publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (16), o ex-líder do PT na Câmara destacou sua “paciência zero” com a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva e descreveu a situação como “péssima”.
“Não me venham com ‘Bom dia’. Acordei tão nervoso que meu café foi diferente: joguei o pó na boca e toquei água quente pra dentro. Paciência zero, em especial com nosso governo. Meu único alento é seguir na defesa da educação”, escreveu Zeca em uma postagem que ganhou repercussão após ser compartilhada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
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A crítica do deputado está relacionada à decisão do governo de revogar uma norma da Receita Federal que exigia o monitoramento de transações financeiras acima de R$ 5 mil por mês realizadas por pessoas físicas, incluindo operações via Pix. A medida, que também se aplicava a carteiras digitais e fintechs, havia sido implementada no início do ano para ampliar a fiscalização sobre movimentações financeiras.
O recuo veio após uma onda de desinformação e críticas, inclusive de lideranças políticas e religiosas, que espalharam notícias falsas sobre a medida. Além disso, golpistas teriam se aproveitado do momento para aplicar fraudes envolvendo o Pix.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a decisão de revogar a norma e afirmou que o governo avalia ações judiciais contra aqueles que disseminaram fake news e golpes relacionados ao tema.
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Segundo fontes próximas, Zeca Dirceu e outros aliados consideraram o recuo do governo como uma demonstração de fraqueza. Para eles, a atitude equivale a abandonar “soldados no campo de batalha”. O deputado, no entanto, reforçou seu compromisso com pautas como a educação, mencionando o programa Mais Professores como um de seus focos de atuação.
Enquanto isso, o governo enfrenta o desafio de conter os danos causados pela desinformação e buscar estratégias para retomar o controle do debate público sobre o monitoramento financeiro.



