O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou preocupação com as declarações recentes do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, mas destacou que o Brasil aguardará ações concretas antes de se manifestar oficialmente.
Durante entrevista nesta quinta-feira (9), Haddad comentou sobre a ameaça de Trump de impor tarifas de 100% aos países membros dos Brics que abandonarem o uso do dólar em transações internacionais. O ministro enfatizou a necessidade de prudência ao reagir a declarações.
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“Quando alguém faz uma declaração, não significa que ela será exatamente o que vai decidir. O presidente Trump assumirá o cargo e começará a tomar medidas efetivas. Só nos posicionaremos quando decisões forem tomadas de fato”, afirmou Haddad.
O presidente eleito dos EUA tem se posicionado contra a criação de uma moeda própria para os Brics, ameaçando penalizar economicamente os países do bloco. Essa postura contrasta com a visão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende a redução da dependência do dólar no comércio internacional.
Enquanto isso, o Brasil assumiu a presidência rotativa do bloco econômico, que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A liderança brasileira, que se estenderá até o final de 2025, terá como foco a cooperação entre países do Sul Global e a reforma da governança global.
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Nesta quinta-feira, o presidente Lula se reuniu com Haddad e outros ministros no Palácio do Planalto para discutir os próximos passos do país no comando do Brics. Entre os participantes estavam Rui Costa (Casa Civil), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral), Miriam Belchior (Casa Civil), Celso Amorim (assessor especial da Presidência) e Guilherme Mello (secretário de Política Econômica).
A presidência brasileira do bloco ocorre em um momento de incertezas no cenário internacional, marcado pelas tensões econômicas e declarações controversas de lideranças globais. A expectativa é de que o Brasil adote uma abordagem equilibrada para promover diálogo e cooperação no bloco.



