Uma das inovações mais comentadas na CES 2025, o Omi, é um assistente de inteligência artificial (IA) que se apresenta em um formato inusitado: um discreto pingente que busca simplificar a forma como interagimos com a tecnologia. Seu diferencial está na capacidade de identificar momentos em que o usuário fala diretamente com o dispositivo, oferecendo respostas personalizadas e relevantes.
O funcionamento do Omi é baseado na leitura de ondas corporais, permitindo distinguir comandos específicos de conversas cotidianas. Embora a ideia de “ler a mente” seja ambiciosa, na prática, o dispositivo interpreta sinais físicos para aprimorar sua interação com o usuário.
++ Menino de 2 anos supera câncer raro com tratamento inovador
O assistente realiza funções tradicionais, como resumir conversas, pesquisar informações e fornecer contexto sobre temas variados. Apesar de não contar com uma tela ou interface visual, o Omi se integra a um aplicativo de celular, por meio do qual envia notificações com as respostas aos comandos emitidos.
Além disso, o pingente dispõe de uma loja de aplicativos própria, permitindo que os usuários utilizem comandos de áudio para acessar serviços amplamente conhecidos, como o Google Drive. A tecnologia é sustentada por modelos de linguagem desenvolvidos por empresas como OpenAI e Meta, garantindo alta eficiência nas respostas.
++ Homem busca no lixo HD perdido com R$ 4 bilhões em bitcoins há quase 10 anos
Segundo o criador do Omi, Nik Shevchenko, cerca de 5 mil pessoas testaram o dispositivo previamente, utilizando-o principalmente para criar lembretes e buscar informações na internet. O Omi também é visto como uma evolução do Rabbit R1, apresentado na edição anterior da CES. Apesar da expectativa, o Rabbit R1 enfrentou dificuldades para substituir o smartphone como principal ferramenta de interação com IA.
Atualmente em pré-venda, o Omi é comercializado por US$ 89 (aproximadamente R$ 544). As entregas iniciais estão programadas para o segundo semestre deste ano, prometendo aos usuários uma nova maneira de integrar a inteligência artificial ao cotidiano.



