Uma moradora do estado de Michigan, nos Estados Unidos, foi presa sob acusações de orquestrar uma campanha de cyberbullying contra a própria filha e o namorado dela. Kendra Gail Licari, de 42 anos, é acusada de enviar centenas de mensagens anônimas com conteúdo ofensivo e ameaçador aos adolescentes entre setembro de 2021 e fevereiro deste ano.
De acordo com as autoridades, Kendra utilizou redes privadas virtuais (VPNs) para mascarar sua localização e dar a impressão de que as mensagens vinham de diferentes remetentes. As mensagens incluíam insultos, discursos de ódio e até sugestões para que os dois adolescentes tirassem suas próprias vidas.
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O caso chamou atenção pelas táticas sofisticadas empregadas por Kendra, que usou linguagem típica de adolescentes para tornar as mensagens mais convincentes e até manipulou sua localização virtual para coincidir com a de outros jovens. Inicialmente, ela chegou a colaborar com a polícia local, alegando desconhecimento dos ataques.
A investigação, que mais tarde contou com o apoio do FBI, revelou que todas as mensagens haviam sido enviadas pela própria mãe. Durante o interrogatório, Kendra confessou o crime, mas o motivo por trás de suas ações ainda não foi esclarecido.
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Kendra enfrenta múltiplas acusações, incluindo perseguição, uso de tecnologia para cometer crimes, obstrução de justiça e tentativa de incriminar menores. Atualmente, ela aguarda julgamento em liberdade após pagar uma fiança de 5 mil dólares.
A próxima audiência do caso está marcada para a quinta-feira, dia 29. O episódio chocou a comunidade local e levantou discussões sobre os limites do uso da tecnologia e os impactos do cyberbullying na saúde mental de jovens.



