Apesar de um calendário movimentado em 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou o ano sem visitar duas unidades federativas: Acre e Tocantins. Em sua terceira gestão, Lula priorizou deslocamentos nacionais como estratégia para fortalecer alianças políticas em ano de prévia para as eleições municipais.
Ao longo do ano, o presidente marcou presença em seis estados inéditos neste mandato: Alagoas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rondônia e Santa Catarina. Os dois estados ainda não visitados, Acre e Tocantins, têm governos de oposição liderados por Gladson Cameli (PP) e Wanderlei Barbosa (Republicanos), respectivamente.
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A oposição, no entanto, não foi um impeditivo para viagens a outros estados. Em Minas Gerais e Goiás, Lula dialogou com os governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil), mesmo com discordâncias políticas. Santa Catarina, com histórico eleitoral alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, também integrou o roteiro presidencial.
O ano de 2025 trará novos desafios para a agenda de Lula, que deverá equilibrar viagens nacionais com compromissos internacionais. O Brasil será anfitrião de dois eventos globais: a reunião do Brics, cuja sede ainda não foi definida, e a COP30, em Belém do Pará. A capital paraense foi escolhida pelo próprio presidente, como forma de destacar a Amazônia para a comunidade internacional.
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Enquanto Eduardo Paes (PSD), prefeito do Rio de Janeiro, faz campanha para receber o Brics, a atenção do governo também estará voltada para a organização da COP30, evento que colocará o Brasil no centro das discussões climáticas globais.



