As eleições municipais de 2024 expuseram disparidades significativas nos custos de campanha em todo o Brasil. Um levantamento recente aponta que o voto mais caro do país foi registrado em Ferreira Gomes, no Amapá. O candidato Edenilton Lima Pereira, conhecido como Professor Giro (PT), investiu quase R$ 65 mil em sua campanha, obtendo apenas quatro votos. O cálculo revela que cada voto custou R$ 16.237,75, o maior valor do país.
Com menos de 7 mil habitantes, Ferreira Gomes foi palco de uma reviravolta na candidatura de Professor Giro. Ex-vereador da cidade, ele anunciou a desistência da disputa poucos dias antes da votação, optando por apoiar Valdo Isacksson (PSB), outro concorrente. Apesar do recuo estratégico e dos altos investimentos, o candidato apoiado não conseguiu vencer a eleição.
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A prestação de contas de Giro mostrou gastos significativos com serviços advocatícios, contábeis e despesas diversas, somando um total de R$ 64.951,00. Os recursos vieram integralmente do diretório estadual do PT. O abandono da candidatura, comunicado em 26 de setembro, foi justificado como um esforço para formar uma frente mais forte contra o adversário apoiado pelo atual prefeito.
Outro caso emblemático ocorreu em Palmeirina, Pernambuco. O ex-prefeito Eudson Catão (PSB) declarou gastos de quase R$ 200 mil e conquistou apenas 19 votos, resultando em um custo de R$ 10.526,19 por voto.
Catão, que já administrou a cidade em duas ocasiões, enfrentou obstáculos judiciais para validar sua candidatura. Sua campanha foi financiada principalmente pelos diretórios nacionais do PSB e Republicanos. Os maiores desembolsos incluíram materiais impressos, transporte e serviços advocatícios.
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Esses casos exemplificam o impacto financeiro de candidaturas mal-sucedidas em pequenos municípios e levantam debates sobre o uso de recursos partidários e a eficiência das estratégias eleitorais.



