O futuro do Concurso Nacional Unificado (CNU) em 2025 será decidido pelo governo federal apenas em fevereiro, conforme informou a ministra de Orçamento e Gestão, Esther Dweck, nesta segunda-feira (30). A decisão depende de fatores como a análise final dos resultados da primeira edição e a aprovação do orçamento pelo Congresso Nacional.
“A princípio, há intenção de realizar uma nova edição, mas só poderemos confirmar isso em fevereiro”, declarou a ministra.
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Inicialmente previsto para novembro, o balanço completo do CNU 2024 foi adiado para 11 de fevereiro devido a um acordo judicial envolvendo a União, o Ministério Público Federal, a Advocacia-Geral da União e a Fundação Cesgranrio, responsável pela organização do concurso. O adiamento permitiu a reintegração de candidatos que enfrentaram problemas no preenchimento do cartão de resposta e ajustes na avaliação de títulos para o cargo de analista técnico de políticas sociais.
Além disso, houve ampliação na correção de provas de cotistas negros, e procedimentos de verificação continuam em andamento para candidatos que concorrem às vagas reservadas para negros, indígenas e pessoas com deficiência.
Conhecido como o “Enem dos concursos”, o CNU centralizou seleções para diversos cargos públicos em uma única prova, ofertando mais de 6,6 mil vagas em 2024. A iniciativa atraiu 2,1 milhões de inscritos, destacando-se como uma das maiores seleções já realizadas no país.
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O governo e a Fundação Cesgranrio ainda estão analisando recursos de candidatos e conduzindo verificações nas categorias de reserva de vagas. Esses resultados, juntamente com a disponibilidade orçamentária, serão determinantes para a continuidade do projeto.
A expectativa é de que a decisão em fevereiro traga maior clareza sobre o futuro do CNU, que se apresenta como uma solução para modernizar e centralizar o acesso ao serviço público no Brasil.



