O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, expressou insatisfação após ser informado sobre a abordagem de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que resultou em uma jovem baleada na cabeça na véspera de Natal. Segundo o ministro, “as polícias federais têm a obrigação de dar o exemplo”. A declaração ocorreu no mesmo dia em que o Ministério da Justiça publicou diretrizes para o uso de forças policiais em âmbito nacional.
A jovem, Juliana Leite Rangel, de 26 anos, seguia com sua família para um jantar de Natal em Niterói quando o veículo foi alvejado por tiros de policiais rodoviários na rodovia Washington Luís, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Ela foi atingida por um disparo na cabeça, passou por cirurgia e permanece internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva.
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A abordagem aconteceu por volta das 21h, e o pai de Juliana, Alexandre Rangel, também foi ferido na mão esquerda. Ele afirmou que os agentes atiraram contra o carro enquanto ele reduzia a velocidade para encostar. “Ligaram a sirene, coloquei a seta, e já começaram a atirar. Minha filha levou um tiro na cabeça, meu carro ficou cheio de marcas de bala”, disse Alexandre em entrevista.
Ainda na noite do incidente, Lewandowski determinou o afastamento dos agentes envolvidos. A Polícia Rodoviária Federal emitiu um comunicado lamentando o ocorrido e informou que a Corregedoria-Geral abriu um procedimento interno para apuração dos fatos. A Polícia Federal também instaurou um inquérito para investigar o caso.
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“A PRF lamenta profundamente o episódio e está prestando assistência à família da jovem. A Coordenação-Geral de Direitos Humanos acompanha a situação, e a instituição está colaborando com as investigações da Polícia Federal”, declarou a PRF em nota oficial.
O caso, amplamente repercutido, levantou debates sobre o uso da força policial em operações e reforçou a necessidade de medidas que garantam a segurança e o cumprimento de protocolos rigorosos.



