A defesa de Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que itens apreendidos pela Polícia Federal (PF) sejam devolvidos. O material foi confiscado no âmbito da investigação que apura tentativas de ruptura institucional no Brasil.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, solicitou que a Polícia Federal se manifeste sobre a necessidade de manter os bens sob custódia. Após a análise dos investigadores, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também deverá emitir parecer sobre o pedido.
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Apontado como peça-chave no suposto núcleo que buscava mobilizar militares em apoio ao golpe de Estado, Barros teve participação destacada no relatório final da PF. Segundo o documento, ele estaria envolvido na disseminação de ataques contra comandantes das Forças Armadas que não compactuassem com os planos da organização investigada.
Barros, que foi expulso do Exército em 2006, atuou em 2022 como candidato a deputado federal pelo PL, chegando a se declarar o “01 de Bolsonaro”. A PF afirma que ele agia sob orientação do general Walter Braga Netto, também investigado no caso.
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Braga Netto foi preso em dezembro por suposta tentativa de obstruir as apurações e, assim como Barros, pediu a restituição de itens apreendidos. Entre os objetos requisitados estão passaportes, armas e munições confiscados durante a operação Tempo da Verdade, realizada em fevereiro deste ano.
Enquanto os equipamentos eletrônicos seguem sendo periciados pela PF no Rio de Janeiro, o caso aguarda novas decisões judiciais, mantendo o foco nas repercussões do desdobramento das investigações.



