O mercado de medicamentos para emagrecimento, originalmente voltados para o tratamento de diabetes, alcançou novos patamares em 2024. Com um aumento de 92% nas vendas em relação ao ano anterior, esses produtos já superam remédios oncológicos em participação no mercado global, segundo levantamento da Allianz Research.
Entre os principais nomes estão o Ozempic, Wegovy e Mounjaro, medicamentos que prometem auxiliar na perda de peso ao imitar hormônios que regulam a saciedade. Mas qual deles apresenta os melhores resultados?
Produzido pela Novo Nordisk, o Ozempic, assim como o Wegovy, utiliza a semaglutida como substância ativa. Essa molécula age imitando o hormônio GLP-1, responsável por prolongar a sensação de saciedade. Já o Mounjaro, fabricado pela Eli Lilly, vai além, combinando a ação do GLP-1 com o GIP, outro hormônio relacionado à regulação do apetite.
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De acordo com uma pesquisa recente da Eli Lilly, o Mounjaro apresentou resultados superiores em termos de perda de peso. Participantes tratados com a tirzepatida, substância do Mounjaro, reduziram em média 20% de seu peso corporal, enquanto aqueles que usaram o Wegovy registraram uma perda média de 14%.
O custo dos tratamentos também é um fator relevante. O Ozempic, em dosagens menores, pode ser encontrado no Brasil por cerca de R$ 929. Já o Mounjaro, que ainda não está disponível nas farmácias brasileiras, deve ter preços que variam entre R$ 1.135 e R$ 4.009, conforme a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
A pesquisa, realizada com 751 participantes nos Estados Unidos e Porto Rico, analisou os efeitos das medicações ao longo de 18 meses. Enquanto usuários do Mounjaro perderam em média 22 quilos, os que utilizaram Wegovy registraram uma redução média de 15 quilos. Apesar da diferença, ambos os medicamentos entregaram resultados consistentes dentro de suas propostas iniciais, com perdas de peso variando de 5% a mais de 20% do peso corporal total.
Embora eficazes, os medicamentos não estão livres de efeitos colaterais. Entre os mais comuns estão náuseas, diarreia, constipação, refluxo e tontura. Por isso, o uso deve ser feito sob orientação médica, especialmente quando não se trata do tratamento de diabetes, sua indicação original.
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Nos Estados Unidos, a cobertura desses medicamentos por planos de saúde pode gerar um impacto significativo. Estimativas indicam que os custos com esses tratamentos poderiam alcançar US$ 35 bilhões nos próximos nove anos, caso fossem amplamente disponibilizados. No Brasil, a cobertura por planos de saúde ainda é limitada e depende de prescrição médica e registro do medicamento na Anvisa.
Com a popularização desses remédios, a oferta tem se expandido rapidamente. Em 2023, medicamentos para emagrecimento representaram 46% das vendas totais da indústria farmacêutica, ultrapassando outras categorias como oncologia e imunologia.
À medida que novos estudos continuam a explorar os benefícios e limitações dessas substâncias, o interesse por tratamentos mais eficazes e acessíveis tende a crescer. Contudo, o impacto econômico e as implicações para a saúde pública seguem como questões centrais nesse debate.



