Durante a inauguração da maior fábrica de celulose do mundo, localizada em Ribas do Rio Pardo (MS), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (5) que a economia brasileira pode crescer até 4% em 2024. Ele destacou os avanços econômicos obtidos ao longo de sua gestão e reforçou a necessidade de reconstrução do país.
“O Brasil deve crescer 3,5% neste ano e, com cuidado, pode chegar a 4%. Vamos entregar uma economia em crescimento, com o povo consumindo e o mercado reclamando”, declarou o presidente, em tom descontraído, ao lembrar a rejeição de parte do mercado financeiro à sua gestão.
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Lula também comentou uma pesquisa recente da Quaest que apontou 90% de avaliação negativa do mercado financeiro sobre seu governo. “Quando era candidato, 100% do mercado era contra mim. Agora, já conquistei 10%. Estou no lucro”, brincou, enfatizando que a economia só faz sentido se o dinheiro gerado for distribuído.
“Concentrar riqueza nas mãos de poucos gera miséria. Quando dividimos a renda, criamos uma economia saudável. Os trabalhadores, que são responsáveis pelo sucesso das empresas, também têm o direito de colher os frutos desse crescimento”, afirmou.
O presidente aproveitou o evento para criticar setores do agronegócio que não apoiam seu governo. “Não pode ser por falta de recursos, porque o agronegócio nunca teve tanto apoio financeiro quanto agora”, disse.
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A fábrica inaugurada pela Suzano, parte do Projeto Cerrado, representa um investimento de R$ 22,2 bilhões e é capaz de produzir 2,55 milhões de toneladas de celulose por ano. Em 2024, a meta inicial é alcançar 900 mil toneladas. A planta, com 4,5 milhões de metros quadrados, é autossuficiente em energia e gera um excedente de 180 megawatts médios, suficiente para abastecer uma cidade de 2 milhões de habitantes por um mês.
Com previsão de adicionar R$ 2,3 bilhões ao caixa da Suzano anualmente, o projeto reforça a relevância do Brasil no mercado global de celulose e marca um avanço importante na indústria sustentável, com operações iniciadas em julho de 2023.
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