O Partido Liberal (PL) já articula possíveis ações legais em cortes internacionais caso o ex-presidente Jair Bolsonaro venha a ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação é conduzida por lideranças do partido, que debatem os próximos passos diante de um eventual desfecho desfavorável nos tribunais nacionais.
O julgamento de possíveis denúncias contra Bolsonaro, relacionadas a investigações sobre vacinas, joias e alegado plano golpista, deve ocorrer no segundo semestre de 2025. Embora a defesa tenha a possibilidade de recorrer ao próprio STF, parlamentares do partido reconhecem que as chances de reverter uma decisão plenária são mínimas.
++ André Ventura, da extrema-direita portuguesa, sugere medidas contra o presidente Lula
Como alternativa, os líderes do PL estudam apresentar o caso a organismos internacionais, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos, com sede na Costa Rica, ou o Tribunal Penal Internacional, localizado em Haia, na Holanda. A perspectiva de um possível apoio do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também é vista como um fator estratégico.
O indiciamento de Bolsonaro, formalizado pela Polícia Federal na última semana, segue em análise pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve decidir sobre uma denúncia oficial apenas no próximo ano. Até lá, o partido mantém cautela, aguardando o acesso completo ao relatório final das investigações antes de emitir posicionamentos formais.
++ China avança no Brasil com internet via satélite e desafia liderança de Elon Musk
Nas redes sociais, Bolsonaro tem adotado um tom crítico em relação às apurações, chegando a descrever como “historinha” as alegações da Polícia Federal sobre um suposto plano para atentar contra a vida de figuras públicas, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Essa nova frente jurídica representa uma tentativa do PL de explorar todas as opções disponíveis, tanto no cenário nacional quanto internacional, em defesa do ex-presidente e do partido.



