A expansão acelerada da inteligência artificial (IA) está trazendo à tona questões ambientais críticas, especialmente em relação ao aumento do lixo eletrônico. Um estudo liderado por Asaf Tzachor, da Universidade Reichman, em Israel, publicado na Nature Computational Science, estima que tecnologias de IA generativa podem contribuir com até 5 milhões de toneladas métricas de resíduos eletrônicos até 2030, dependendo do ritmo de crescimento do setor.
Os sistemas de IA generativa, como aqueles usados para criar textos e imagens, demandam alto consumo energético e são suportados por hardware especializado, como unidades de processamento gráfico e dispositivos de armazenamento. Esses equipamentos, que frequentemente têm vida útil de apenas cinco anos, são substituídos rapidamente por versões mais modernas, aumentando o descarte de componentes eletrônicos.
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Além disso, muitos desses produtos descartados contêm materiais tóxicos, como mercúrio, que podem poluir o solo, a água e o ar se não forem eliminados corretamente. Embora alguns países estejam começando a discutir regulamentações para o descarte de lixo eletrônico, ainda há um longo caminho a percorrer.
Shaolei Ren, pesquisador da Universidade da Califórnia, destacou a relevância do estudo para promover o debate sobre o impacto ambiental da IA. “Talvez seja hora de desacelerar o crescimento desenfreado desse setor”, sugeriu Ren.
Nos Estados Unidos, o senador Ed Markey propôs um projeto de lei para investigar os impactos ambientais das tecnologias de IA, incluindo o lixo eletrônico. A iniciativa, entretanto, ainda aguarda aprovação no Senado.
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Enquanto a IA continua a evoluir, o estudo também sugere que avanços no design de hardware podem ajudar a mitigar a geração de resíduos. No entanto, sem regulamentações claras e estratégias para reduzir o impacto ambiental, o rápido crescimento da indústria pode agravar ainda mais o problema global do lixo eletrônico.



