As investigações sobre a tentativa de golpe de Estado se destacam como o caso mais sólido entre os processos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo interlocutores da Procuradoria-Geral da República (PGR). O relatório da Polícia Federal (PF) e a análise do procurador-geral Paulo Gonet são aguardados para determinar os próximos passos, mas fontes indicam que a denúncia é considerada praticamente certa.
Diferentemente de outros casos, como o da suposta venda de joias sauditas e a falsificação de cartões de vacina, a apuração sobre o plano golpista tem elementos considerados mais robustos. A PF aponta vínculos entre Bolsonaro e militares investigados, além de citar o envolvimento direto do ex-presidente na “minuta do golpe”, que teria sido ajustada por ele antes de ser impressa no Palácio do Planalto e levada à sua residência oficial.
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Entre os principais envolvidos está o general da reserva Mario Fernandes, ex-número dois da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro. A PF revelou que as articulações para monitoramento ilegal de autoridades, incluindo planos para assassinatos, começaram poucos dias após alterações feitas pelo ex-presidente no documento central do esquema.
Para ministros do STF, a conexão de Bolsonaro com os militares detidos reforça o peso das acusações. A operação policial que desarticulou o grupo, realizada recentemente, incluiu a prisão de militares das Forças Especiais e a identificação de um planejamento que visava não apenas o golpe de Estado, mas também a execução de figuras como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.
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A manifestação da PGR apoiando as prisões foi interpretada como um indicativo de que o Ministério Público considera o vínculo entre Bolsonaro e o grupo como um ponto crítico para fundamentar a denúncia. O relatório final da PF, esperado até o fim do mês, deve consolidar as bases para a próxima etapa desse processo.



