Uma nova vacina terapêutica contra o câncer de próstata, criada por uma equipe de cientistas brasileiros, está em testes clínicos avançados nos Estados Unidos e promete revolucionar o tratamento oncológico. A FK-PC101, desenvolvida inicialmente no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, utiliza as próprias células do sistema imunológico do paciente para atacar células cancerígenas e evitar que o tumor volte.
Diferente das vacinas tradicionais, que previnem doenças, essa é uma imunoterapia personalizada, aplicada após a cirurgia para retirada do tumor. O objetivo é potencializar a resposta imunológica em pacientes com sistema imunológico íntegro, aumentando as chances de sucesso.
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O tratamento cria Células Apresentadoras de Tumor (TPCs) a partir do material do próprio paciente. Essas células treinam o sistema imunológico a identificar e destruir possíveis resquícios do tumor, reduzindo o risco de reincidência. Em testes preliminares realizados no Brasil, a taxa de mortalidade caiu de 10% para 4% entre pacientes que receberam o tratamento, segundo dados publicados na revista Cancer Immunology Research.
A tecnologia, idealizada pelo médico e cientista Fernando Thomé Kreutz, conta com suporte da FDA (agência reguladora norte-americana) e está em fase de estudo adaptativo com 230 pacientes nos EUA. Se os resultados forem positivos, o próximo passo será buscar a aprovação para registro da vacina nos Estados Unidos e no Brasil.
“Estamos trabalhando para transformar décadas de pesquisa em uma solução prática que poderá salvar vidas no futuro”, afirmou Kreutz.
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Embora focada inicialmente no câncer de próstata, a abordagem da FK-PC101 tem potencial para ser adaptada a outros tipos de câncer, como os de estômago, pulmão, pâncreas e cólon. Segundo especialistas, isso poderia abrir caminho para tratamentos personalizados mais eficazes em diferentes cenários oncológicos.
Se bem-sucedida, essa vacina poderá representar um marco no combate ao câncer, especialmente no Brasil, onde as taxas de mortalidade associadas ao câncer de próstata podem dobrar até 2040, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).



